22 de fevereiro de 2011

Analfabetismo cai 7% no país; maiores quedas estão no Norte-Nordeste

No final do ano de 2010 o Ipea (Instituto de  Pesquisa Economia Aplicada) divulgou um estudo mostrando que o número absoluto de analfabetos com 15 anos ou mais caiu 7% entre 2004 e 2009 no Brasil. A queda equivale a cerca de 1 milhão de analfabetos a menos no país. Mesmo assim, existe no Brasil mais de 30 milhões de pessoas acima de 15 anos, sendo mais de 16 milhões de analfabeto funcionais (A Verdade, fevereiro de 2011)
Segundo o Ipea as regiões Norte e Nordeste registraram as maiores quedas na taxa de analfabetismo. Com uma redução de 66%, o Amapá passou a ter o menor índice do Brasil: 2,8%.
Apesar da redução, a maior parte dos Estados das duas regiões continua sendo responsável pelos maiores índices de pessoas que não sabem ler e escrever enunciados curtos - definição de analfabetismo da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura).
O analfabetismo entre pessoas de 15 anos ou mais no Nordeste é aproximadamente 3,4 vezes maior que no Sul, que tem a menor taxa do país (5,5%). No Sudeste, a redução na quantidade de analfabetos foi de 6,6% no período. Em São Paulo, por exemplo, a redução foi de 6,5% no número total de analfabetos nessa faixa etária.
Aumento
O estudo mostrou ainda que, apesar dos avanços, o Brasil tem 14.104.984 analfabetos. Desse total, 93% ganham até dois salários mínimos.

Fonte: Esta pesquisa esta disponível no site o Ipeal - http://www.ipea.gov.br

15 de fevereiro de 2011

O que é Economia Solidária?

Economia Solidária é um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver. Sem explorar os outros, sem querer levar vantagem, sem destruir o ambiente. Cooperando, fortalecendo o grupo, cada um pensando no bem de todos e no próprio bem.

A economia solidária vem se apresentando, nos últimos anos, como inovadora alternativa de geração de trabalho e renda e uma resposta a favor da inclusão social. Compreende uma diversidade de práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas, associações, clubes de troca, empresas autogestionárias, redes de cooperação, entre outras, que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias, trocas, comércio justo e consumo solidário.

Nesse sentido, compreende-se por economia solidária o conjunto de atividades econômicas de produção, distribuição, consumo, poupança e crédito, organizadas sob a forma de autogestão. Considerando essa concepção, a Economia Solidária possui as seguintes características:

Cooperação: existência de interesses e objetivos comuns, a união dos esforços e capacidades, a propriedade coletiva de bens, a partilha dos resultados e a responsabilidade solidária. Envolve diversos tipos de organização coletiva: empresas autogestionárias ou recuperadas (assumida por trabalhadores); associações comunitárias de produção; redes de produção, comercialização e consumo; grupos informais produtivos de segmentos específicos (mulheres, jovens etc.); clubes de trocas etc. Na maioria dos casos, essas organizações coletivas agregam um conjunto grande de atividades individuais e familiares.
Autogestão: os/as participantes das organizações exercitam as práticas participativas de autogestão dos processos de trabalho, das definições estratégicas e cotidianas dos empreendimentos, da direção e coordenação das ações nos seus diversos graus e interesses, etc. Os apoios externos, de assistência técnica e gerencial, de capacitação e assessoria, não devem substituir nem impedir o protagonismo dos verdadeiros sujeitos da ação.
Dimensão Econômica: é uma das bases de motivação da agregação de esforços e recursos pessoais e de outras organizações para produção, beneficiamento, crédito, comercialização e consumo. Envolve o conjunto de elementos de viabilidade econômica, permeados por critérios de eficácia e efetividade, ao lado dos aspectos culturais, ambientais e sociais.
Solidariedade: O caráter de solidariedade nos empreendimentos é expresso em diferentes dimensões: na justa distribuição dos resultados alcançados; nas oportunidades que levam ao desenvolvimento de capacidades e da melhoria das condições de vida dos participantes; no compromisso com um meio ambiente saudável; nas relações que se estabelecem com a comunidade local; na participação ativa nos processos de desenvolvimento sustentável de base territorial, regional e nacional; nas relações com os outros movimentos sociais e populares de caráter emancipatório; na preocupação com o bem estar dos trabalhadores e consumidores; e no respeito aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.
Considerando essas características, a economia solidária aponta para uma nova lógica de desenvolvimento sustentável com geração de trabalho e distribuição de renda, mediante um crescimento econômico com proteção dos ecossistemas. Seus resultados econômicos, políticos e culturais são compartilhados pelos participantes, sem distinção de gênero, idade e raça. Implica na reversão da lógica capitalista ao se opor à exploração do trabalho e dos recursos naturais, considerando o ser humano na sua integralidade como sujeito e finalidade da atividade econômica. (MTE, 2011)

Fonte: Disponível no site do Ministério do Trabalho e Emprego - http://www.mte.gov.br/ecosolidaria/ecosolidaria_oque.asp

14 de fevereiro de 2011

Histórico da Unitrabalho - UFAL


A Incubadora de Empreendimentos solidários da UFAL - IESO –UFAL, atividade do núcleo da UNITRABALHO-UFAL, iniciou suas atividades no primeiro semestre de 2001. Subordinada Pró-Reitoria de Extensão dessa universidade, tem com objetivo desenvolver processos de formação e acompanhamento de grupos produtivos de trabalhadores (as), disponibilizando ao mesmo, recursos humanos e a produção de conhecimentos desenvolvidos no interior da universidade, com vista a consolidação desses grupos a partir de uma inserção econômica sustentável

A IESOL-UFAL se estrutura de forma interdisciplinar, agregando professores, técnicos e alunos de áreas como: administração, ciências contábeis, educação, economia, sociologia e serviço social.

Em 2001, a IESOL procurou desenvolver um processo de formação interna da equipe, buscando ampliar o aprofundamento conceitual e teórico sobre a economia solidaria o qual culminou com um curso de extensão sobre cooperativismo desenvolvido em 2002, estratégia utilizada para agregar novos integrantes para a equipe.

As atividades de incubação iniciaram efetivamente no ano de 2002 com o acompanhamento de dois empreendimentos. O primeiro, um grupo de artesãos situado no bairro Salvador Lyra / Maceió, situado na região próxima a UFAL. O segundo, um grupo de trabalhadores, ligados a Associação de Trabalhadores e Agricultores de Canastra (ATRACA), que adiquirio uma pequena fabrica de doces (goiaba e banana), situada no município de Ibateguara-AL, mais especificamente no povoado de Canastra.

Hoje a IESOL acompanha 10 empreendimentos sendo eles: Associação de Apicultores do Vale do Camaragibe – AAPVAC (município de Matriz do Camaragibe); Cooperativa dos Artesãos da Barra Nova – COOPERARTBAN e Associação de Fileseiras de Marechal (município de Marechal Deodoro); Natucapri (município de Maravilha); Associação dos Artesãos da Serra das Viúvas e Associação Renda Singeleza Nossa Senhora da Conceição (município de Água Branca); Associação Estação Cangaço (município de Batalha); Associação Fibrart (município de Atalaia): Associação de Artesãos de Pintura em Porcelana do Povoado Impoeiras:; Associação Doido pra Trabalhar (município de Maceió).

Ao mesmo tempo, a IESOL, vem participando do Fórum Alagoano de Economia Solidária e junta a ele, participou da comissão Gestora de economia Solidaria em Alagoas, tendo coordenado as fases II e III do mapeamento dos Empreendimentos de economia Solidaria no Estado de Alagoas, bem com também coordenou a Feira Estadual de Economia Solidária. No último mapeamento, ocorrido no biênio 2008/2009, foi coordenado exclusivamente pela IESOL-UFAL.