18 de março de 2011

Economia Solidária gera R$ 60 milhões por ano em Alagoas.


Fonte: Agência Alagoas (http://www.coisasdemaceio.com.br)

O secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Renda, Regis Cavalcante, presidiu no dia 30 do 3 de 2010 , no auditório do Sesc-Poço, em Maceió, a II Conferência Estadual de Economia Solidária, destacando os esforços do governo Teotonio Vilela Filho no sentido de ampliar a estrutura de atendimento aos trabalhadores alagoanos.

Regis Cavalcante disse que a Conferência ganha relevo ao se constatar que existem, em Alagoas, quase 300 empreendimentos de economia solidária, que geram R$ 60 milhões ao ano no Estado. A situação da fábrica de tecidos Carmem, em Fernão Velho, que está sendo transformada em cooperativa pelos trabalhadores, foi citada pelo secretário como exemplo de empreendimento inserido no universo da economia solidária.

No Brasil a economia solidária gera R$ 6 bilhões por ano.



Pelo direito à Economia Solidária.


Cada dia cresce mais a quantidade de pessoas no Brasil que decidem se unir para praticar a Economia Solidária, em contraposição ao atual modelo econômico baseado na competição e na acumulação do capital por poucas corporações.
Estas pessoas encontram, entretanto, enormes dificuldades de viver da Economia Solidára, ainda mais se comparamos às empresas convencionais. Isso acontece por não haver um reconhecimento, do Estado Brasileiro, do direito ao trabalho associado e a formas organizativas baseadas na Economia Solidária.
Um passo fundamental para este reconhecimento é a criação de uma proposta de Lei que cria a Política Nacional de Economia Solidária, além do Sistema e o Fundo Nacionais de Economia Solidária.
Por isso, o Conselho Nacional de Economia Solidária, com participação de representantes de vários setores da sociedade civil e do governo, elaborou esta proposta de Lei.
A sociedade civil tomou a iniciativa, então, de lançar a campanha de coleta de assinaturas para conseguirmos aprovar esta proposta como um Projeto de Lei de Iniciativa Popular.
Precisamos de toda a mobilização possível em cada bairro, comunidade e cidade para conseguirmos a assinatura de 1% do eleitorado brasileiro, o que significa uma meta de aproximadamente um milhão e trezentas mil assinaturas!
mais informação no site do Fórum.

Movimentos sociais de Minas Gerais se reunem para lutar contra desenvolvimento destruidor.

Fonte:Agência Pulsar Brasil (www.pulsarbrasil.org)

Movimentos sociais, redes e comunidades tradicionais do norte de Minas Gerais se reunem para buscar caminhos para a luta contra um modelo de desenvolvimento que destrói o meio ambiente, a saúde e a vida das comunidades.
O encontro se chama "Diálogos e Convergências" e tem objetivo de reunir diversas lutas e movimentos ligados ao território e a terra, economia solidária, agroecologia, saúde coletiva e de mulheres. O objetivo é poder modificar a realidade local dos territórios e também o modelo geral de desenvolvimento, unificando as lutas.
No primeiro dia do encontro foram realizadas visitas a duas comunidades. Uma delas é o Grupo Extrativista do Cerrado, formado por 17 das 76 famílias do assentamento da reforma agrária de Americana, no município de Grão Mongol.
O grupo extrativista mostra que é possível construir uma vida digna e saudável aproveitando os recursos oferecidos pela natureza. Estes geraizeros trabalham com agricultura agroecológica, plantando em um mesmo espaço plantas que se desenvolvem bem na região como feijão gandu, mandioca e abacaxi. Além disso, conseguem alimento e medicamentos na vegetação natural do cerrado.
O resultado desta experiência contradiz o laudo inicial do Incra que deu, a princípio, um parecer negativo para um assentamento na área. Para os técnicos do governo era impossível tirar sustento na região.
Entre os principais desafios do grupo está a demora na legalização da terra, a falta de crédito e incentivo do governo, a falta de escola e dificuldade de transporte. Além disso, é preciso trabalhar para sensibilizar as outras famílias do assentamento. Muitas delas não são da região e por isso não trazem a cultura local.
Outro problema comum no norte de Minas são as plantações de eucalipto. A monocultura começou na década de 70 com promessas de desenvolvimento. Mas o "deserto verde" seca as nascentes de água, enfraquece o solo, ameaça a autonomia e a cultura local e gera contaminação pelo uso de agrotóxicos, entre outros problemas. Atividades de mineração, projetos de irrigação, crescimento de monocultura – inclusive de algodão transgênico – também ameaçam os povos.
O encontro Diálogo e Convergências quer reunir as coicidência de demandas, ameaças e busca de soluções para problemas locais e gerais com o objetivo de aumentar a força de atuação dos movimentos sociais e redes que já existem.
A Oficina Territorial Diálogo e Convengênia do Norte de Minas Gerais está sendo realizada de 15 a 17 de março em Montezuma e participam representantes de diversos estados e todas as regiões do país (FBES, ANA, FBSAN, RADV, ABRASCO, RBJA, MMM, AMB, ABA). Também foram realizados encontros na Borborema, Paraíba e no planalto de Santa Catarina em preparação para o encontro nacional. Foram escolhidas estas regiões porque reúnem importantes experiências de resistência.